Thursday, September 13, 2007

Eu estudei 9 anos no mesmo colégio... não lembro de muita coisa, afinal, a minha infância foi uma loucura e adolescência muito confusa, cheia de isso e aquilo. E então, talvez por defesa, eu tenha apagado metade do meu cérebro. Me sobrou além do aprendizado, o Leoh.
Que foi meu amigo sempre, me acompanhou em muita coisa, viveu comigo muita coisa legal e péssima. E está presente sempre, do jeito que dá, do jeito que a vida fez acontecer.
O que não esperava era resgatar mais alguém desse passado...
Reencontrei o Fe. Alguém com quem nunca tive um fato pequeno naquele lugar, não me recordo de nenhum esbarrão, comentário, briga ou sorriso qualquer. Hoje ele mora em Londrina, começamos a conversar pelo orkut, msn, até que ele decide vir pra São Paulo. Em meio ao tsunami em que me encontro. Uma pena, porquê não puder ser melhor...não pude oferecer muita coisa, mas acho que fui uma boa companhia. Não deixei transparecer tanto os meus fantasmas e tentei não chorar, não repetir o drama... Na verdade ele sabia que eu tava acabada. Sabia porquê senão não teria dado abraço forte, não teria me dito tantas coisas, não teria tentado de qualquer jeito cuidar de mim.
Não sei como nasceu esse amigo agora. Do nada, também sem interesse, também sem cobrança. Engraçado como é forte o que a gente sente de repente. E foi ele que me disse isso primeiro... se eu fosse a primeira a dizer, já seria claro que eu confundo tudo e por estar fragilizada já confundi com amizade.
Ele está procurando trabalho em São Paulo, ele vai vir pra cá, me liga pra saber se eu peguei o metrô certo, se eu cheguei em casa direito, se eu dormi, se eu corri atrás das imobiliárias... coisa que quem me conhecia há mais tempo q ele não faz.
Fe
Obrigada por tudo o que disse, o que diz e por vir pra cá logo.
mesmo
:')

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