Monday, December 07, 2009

Ainda não amava e já amava o amor.

Será que não amamos o que já possuímos?

Afinal, qual é a essência do amor?
O amor carrega em si a nossa ambivalência e as nossas contradições. Pode de fato ser libertino. E é ciumento e possessivo, no casal como no amor romântico.
Mas ele exige sobretudo a fidelidade.
Só por via da fidelidade ele pode ser lírico, e grande.
Os grandes amores não dispensam a fidelidade: quem dá, exige reciprocidade, e isso envolve posse e exclusividade.
Não há grandes amores românticos sem sentimentos latentes ou visíveis de posse e ciúme.
Os grandes amores exigem... não dispensam a fidelidade.

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arrasa!